terça-feira, 23 de março de 2010

Em teus olhos...

Estes mesmos olhos que me mostrarão o amor,
trouxeram consigo a dor de um perdão.
Os mesmo olhos que me deram o carinho,
me trouxeram desprezo e solidão.
Estes olhos me procuram anexos a um sorriso,
Descaramento, agrupado ao meu discernimento de cinismo.
Amor insuficiente, para distribuir sorrisos é o amor meu.
Teu sorriso me fascina, mas não é a minha sina de gueixa
menina, que se deixa esmorecer e
voltar a galopei-os aos teus abraços.
A soberba de meu ego, nos afasta.
O carinho um elo forte, inquebrável.

És meu sol em todas as manhãs, o teu cheiro me acompanha,
Teu veneno me embriaga, teu brilho no olho, me deslumbra.
Teu cuidado me reprime, do amor próprio.
Tens o mesmo brilho de antes, tens o mesmo cuidado de sempre,
Como não ter havido passado, como passado extinto.
Tua voz me apavora, tua alma me devora.
Es amor, eterno amor. Es sabor, es minha doçura
anelada até a eternidade!

Por Jacqueline Lemos

domingo, 21 de março de 2010

Assim depois de mim...

Doe de mais, amar e não ser capaz...
Uma vez, e não mais outra vez...
Eu tentei, desvendei, outrora eu andei,
Caminhei ao longe, eu te amo, sempre amei.

Machucar é fato, sofrimento é dano e há reparo,
Porque consentes, esse vazio insolente,
Afaga minha alma, acalenta meu interior,
Te amo, te quero, te preciso, Meu amor,

Se doeu, foi sem querer, tive medo de te ter,
De te amar intensamente, ate minha alma esmorecer.
Eu não cria que podia de uma vez me arrepender.
Não cria que um dia poderia enlouquecer.

Obsessão sem razão, incerteza sem direção
Caminhos, descruzados, cruzamentos remodelados,
Só eu fiz você duvidar, só eu fiz você amar,
Só eu fiz confusão dentro do seu coração.

Se existiu perdão, haverá outro então,
Só me resta entender que não pode haver,
Perigo, risco eminente de me prender,
De morrer de amo por você, e não pode ser.

Não faz sentido ao meu parecer.

Por Jacqueline Lemos

sexta-feira, 19 de março de 2010

È assim que é.


Quando entregamos nossas almas não tem volta, passe o tempo que passar
Quando agente olha nos olhos, saem faiscas, não há como evitar
Sua presença me faz frenética em amor, minha presença te enche de calor
Loucura intensa, é a nossa sentença por não culminar, desejo eterno, incomensurável amor

Por Jacqueline Lemos

terça-feira, 16 de março de 2010

Estações, Concepções, Realizações...

Lugares, momentos, circunstâncias.
a encarecida ausência que afaga o meu alento.
sinônimos de ombridade, longevidade de semelhanças
acesas por vagalumes, em campos verdejantes.


Tesouros em noites de euforia, fortunas em trilhas de monteiro.
buscar-me vais e ao longe levais essa inconstância de sinestesias,
anexadas aos paralelos do realizado.


A morte se deu por fim do congruente, entrelaçado ao fio
de água da semente do canto do ar e das auroras da minha alma.


A ressurreição se da por morte inexistente e conflito,
eminente de doação existêncial, de afeto e percepção de
reciprocidade.


Sentidos aguçados, artigos pré armados, pra não mais esmorecer,
fortaleza é minha alma, que não me fez padecer.
ansioso abriga e me conforta até um outro sol nascer.


Aqueçe minha vida, alenta meu suspiro, esvanece meu ser sofrer.


Por Jacqueline Lemos

segunda-feira, 15 de março de 2010

Medo Medo Medo


      O sacrificio se da por medo, medo de ser feliz...
a existência do inexplicado, o que outrora foi adiado, hoje culminou por explodir...
quem será, o qual saberá que tipo de mistério a mim trará, o enigma desse momento.
quantos, quantos olhares e mais olhares e ainda não me sai do pensamento,
sentimento limpo, sentimento sujo, puro, malígno, ingênuo. Sentimento mutuo, desejo pleno, e o medo que da alma traz veneno...
Entorpece o semblante diante de tamanha atrocidade, que culpa? que vergonha? que medo? que insanidade...
que falta? que carinho? que sinceridade?
Foi amor? foi ternura? medo de ser sozinho... ou mera casualidade, mas o que se sabe é que se sente, como veneno invade a alma dagente, fazendo-nos meros escravos, escravos de um desejo, escravos de uma paixão, atormentados pelo medo e o desprezo de ambos, a desiluzão, o desapontamento...
Enquanto se deseprezam são corpos que se amam, que se atraem cada vez mais para juntos de um abismo, que se um dia for aberto, não fechará jamais...
O maior medo de todos os medos é que esse amor aconteça... medo de que a liberdade apodreça, na esperança de um mero ar de insanidade e combustão...
Meu desprezo, seu desprezo, meu desejo , seu desejo, o que ja era vivo expandiu-se com um beijo, ardente paixão... louco desejo.

Por Jacqueline Lemos

terça-feira, 9 de março de 2010

Amor de Papel

Amassado, picotado, estirado ou tirinhas...
colorido, borrado ou mesmo desenhado e com letrinhas...
era assim que eu me achava, era assim que me econtrava...
quando em dias de escritura minha alma refletia,
tintas brancas, tintas negras, tantas cores de uma vez,
foi naquele ateliê que eu te amei aquela vez...

Onde esta a tesoura, onde esta o apaga-dor?
corte fora esse episódio, ou apague a minha dor!!
quero grampos cor de rosa, pra grampear meu sofrimento,
e quem sabe de uma vez terminar esse tormento.

Onde esta o meu tinteiro? quero logo terminar,
de uma vez com essa prosa pra meu coração chorar,
chora muito, chora pouco, ate molhar todo o papel,
o pranto é imenso que ele desmancha igual mel.

Pego logo as minhas chaves, fecha logo o ateliê,
me leva embora pra bem longe, vou tentar me esquecer,
que desde aquele dia, desde aquele canto,
eu não vejo outro tanto, não vejo outra história porque não me sai da memória,
tudo que você me fez escrever... não me sai da memória, que eu amei você!!

Por Jacqueline Lemos

segunda-feira, 8 de março de 2010

Faria sentido assim?


Se eu te amasse no outono
Se eu te amasse no verão
Se eu te amasse no inverno
ou em outra estação
Faria sentido assim?

Se eu não tivesse frio
se eu não me sentisse vazio
Se eu não buscasse a tua voz
pra me preencher,
Faria sentido assim?

se a noite fosse dia
e a esperança vazia
se você não trouxesse
essa luz pra dentro de mim,
faria sentido assim?


Mas você me amou vazio,
perdido triste e sombrio
sem aparência, sem elegância,
você me amou naquela circunstância...
você me amou de cabelo arrepiado...
coração rachado, amou meu ego, amou meu eu.

Agora faz sentido, eu achei meu ombro amigo
que um dia se perdeu...
Agora tenho esperança que toda essa confiança,
nunca esmoreceu, só estava adormecida e você
a trouxe de volta a vida, a fez reviver...

Eu tenho pressa, eu não tenho culpa,
eu te amo e nem é uma desculpa.
faça de novo meu amor ascender,
faça de novo esse sentimento valer.

Por Jacqueline Lemos

domingo, 7 de março de 2010

Devaneio

O jeito que o teu olhar encontra o meu, desarma toda minha estrutura, o jeito que sua voz chama meu nome revela toda sua doçura, eu amo o seu carinho, amo sua atenção me abraça com teu jeitinho e me enche de emoção, ai que saudade me dá, saudade desse amor teu, saudade do teu cheirinho misturado ao meu, saudade eu sinto por demais, saudade de estar ao lado teu, saudade que bateu a minha porta trazendo o meu amado. Ai que aflição, tamanha desesperança que coisa mais absurda, parece uma criança. Eu vi como você sentiu, eu vi como você me olhou, vive falando por ai que nunca me amou, mas não nega o que sente quando eu invado a sua mente, não nega o que sente quando me abraça intensamente, não nega que precisa de mim, não nega essa loucura sem fim, não nega que eu sou seu jasmim... Amo o jeito que você olha pro céu, amo o jeito que acaricia uma flor, amo tudo que eu colhi desde o dia em que você me amou, eu amo a intensidade dessa paixão, eu amo que com você nunca houve solidão, eu amo sua presença, e todo seu encanto, eu amo a cor do seu amor, eu amo o seu canto. Quem me derá, ser mais forte e te amar um pouco mais, lutar por esse amor e nunca deixar atrás, quem me dera ir enfrente e deixar de reprimir gritando pela rua pra todo mundo ouvir, que eu te amo loucamente até a lua no chão cair...


Por Jacqueline Lemos