terça-feira, 9 de março de 2010

Amor de Papel

Amassado, picotado, estirado ou tirinhas...
colorido, borrado ou mesmo desenhado e com letrinhas...
era assim que eu me achava, era assim que me econtrava...
quando em dias de escritura minha alma refletia,
tintas brancas, tintas negras, tantas cores de uma vez,
foi naquele ateliê que eu te amei aquela vez...

Onde esta a tesoura, onde esta o apaga-dor?
corte fora esse episódio, ou apague a minha dor!!
quero grampos cor de rosa, pra grampear meu sofrimento,
e quem sabe de uma vez terminar esse tormento.

Onde esta o meu tinteiro? quero logo terminar,
de uma vez com essa prosa pra meu coração chorar,
chora muito, chora pouco, ate molhar todo o papel,
o pranto é imenso que ele desmancha igual mel.

Pego logo as minhas chaves, fecha logo o ateliê,
me leva embora pra bem longe, vou tentar me esquecer,
que desde aquele dia, desde aquele canto,
eu não vejo outro tanto, não vejo outra história porque não me sai da memória,
tudo que você me fez escrever... não me sai da memória, que eu amei você!!

Por Jacqueline Lemos

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