segunda-feira, 15 de março de 2010

Medo Medo Medo


      O sacrificio se da por medo, medo de ser feliz...
a existência do inexplicado, o que outrora foi adiado, hoje culminou por explodir...
quem será, o qual saberá que tipo de mistério a mim trará, o enigma desse momento.
quantos, quantos olhares e mais olhares e ainda não me sai do pensamento,
sentimento limpo, sentimento sujo, puro, malígno, ingênuo. Sentimento mutuo, desejo pleno, e o medo que da alma traz veneno...
Entorpece o semblante diante de tamanha atrocidade, que culpa? que vergonha? que medo? que insanidade...
que falta? que carinho? que sinceridade?
Foi amor? foi ternura? medo de ser sozinho... ou mera casualidade, mas o que se sabe é que se sente, como veneno invade a alma dagente, fazendo-nos meros escravos, escravos de um desejo, escravos de uma paixão, atormentados pelo medo e o desprezo de ambos, a desiluzão, o desapontamento...
Enquanto se deseprezam são corpos que se amam, que se atraem cada vez mais para juntos de um abismo, que se um dia for aberto, não fechará jamais...
O maior medo de todos os medos é que esse amor aconteça... medo de que a liberdade apodreça, na esperança de um mero ar de insanidade e combustão...
Meu desprezo, seu desprezo, meu desejo , seu desejo, o que ja era vivo expandiu-se com um beijo, ardente paixão... louco desejo.

Por Jacqueline Lemos

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